O Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de veículos leves eletrificados vendidos, e 2026 já é o melhor ano da história do setor. O crescimento acelerado chamou a atenção do governo, que passou a avaliar o impacto da recarga na rede elétrica. Para empresas que pensam em instalar carregadores, a conta de energia precisa entrar no planejamento.
Os números
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Eletrificados vendidos de janeiro a setembro de 2026 | 381.609 |
| Comparação com todo o ano de 2025 (223.912) | 70% a mais |
| Participação nas vendas de veículos leves | 19,8% |
| Vendas em setembro de 2026 | 53.126 |
| Total vendido desde 2012 | mais de 1 milhão |
Fonte: Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
Em setembro, os 100% elétricos responderam por 41,9% das vendas de eletrificados e os híbridos plug-in por 38%. São esses dois tipos que precisam ser ligados na tomada, e são eles que impactam a rede.
O governo de olho na rede
Com o avanço da frota, o Ministério de Minas e Energia (MME) passou a avaliar os impactos da recarga na rede de distribuição e abriu consulta pública para mapear a infraestrutura de recarga no país. O objetivo é identificar barreiras regulatórias e preparar ajustes nas normas para integrar os pontos de recarga às redes.
O que muda para as empresas
Instalar carregadores para frota própria, colaboradores ou clientes pode fazer sentido, mas exige planejamento. Um carregador rápido pode ter potência equivalente à de vários equipamentos industriais ligados ao mesmo tempo.
1. Demanda contratada
Para empresas do grupo A (média e alta tensão), a demanda contratada é a potência reservada junto à distribuidora. Carregadores ligados ao mesmo tempo podem elevar a demanda acima do contratado e gerar cobrança por ultrapassagem, que é bem mais cara.
Entenda melhor: o que é demanda contratada e como funciona a ultrapassagem.
2. Horário de ponta
Recarregar no fim da tarde, no horário de ponta, custa mais caro. É também o horário em que o preço da energia no mercado de curto prazo costuma disparar. Programar a recarga para outros horários reduz o custo.
3. Gestão inteligente de carga
Sistemas de recarga inteligente distribuem a potência entre os carregadores e evitam picos. Muitas vezes, isso permite instalar mais pontos sem aumentar a demanda contratada.
4. Volume de energia
Para quem está no mercado livre, a recarga aumenta o consumo. É importante verificar se o contrato tem flexibilidade suficiente para absorver esse volume extra, ou se é melhor ajustar o contrato.
5. Infraestrutura
Dependendo da potência, pode ser necessário adequar a entrada de energia ou o transformador. Vale avaliar isso antes da compra dos equipamentos.
Conclusão
O carro elétrico deixou de ser nicho no Brasil. Para as empresas, a recarga pode ser um benefício para colaboradores e clientes, mas precisa ser planejada junto com a gestão de energia para não virar um custo inesperado na fatura.
Vai instalar pontos de recarga? Envie sua conta de energia e a Stratus Energia avalia o impacto na sua demanda e no seu contrato.